quarta-feira, 21 de março de 2012

Menos de 10% dos municípios possuem Delegacias da Mulher

Senador Vital do Rego destaca que a violência contra a mulher não está restrita a certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República revelou nesta terça-feira, 20, que menos de 10% dos municípios brasileiros têm delegacias especializadas no combate à violência contra a mulher. Apesar do país possuir mais de 5,5 mil municípios, existem apenas 963 unidades de atendimento especializado para mulheres, como delegacias, centros de referências e abrigos.

De acordo com o senador Vital do Rego (PMDB), “no total, são 374 delegacias, o que permite deduzir que somente cerca de 7% das cidades contam com esse tipo de estabelecimento. Precisamos analisar por que não há investimento em serviços especializados por parte do Poder Público. Temos de ampliar e fortalecer a rede de atendimento”.
Na Central de Atendimento à Mulher, criada em 2005, o serviço telefônico (180) recebe em média 1.828 chamadas por dia. Dessas, 89% são feitas pela própria vítima. Os dados ainda mostram que 40,6% das vítimas de agressões sofrem há pelo menos 10 anos com o problema, sendo que em 58,6% dos casos a violência é diária.
“É preciso lembrar que a violência contra a mulher, não está restrita a certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira”, disse.
O senador destacou um grande desafio pela frente: propor um pacto entre os poderes para o planejamento de ações que visem à consolidação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres por meio da implementação de políticas públicas integradas em todo território nacional, como o aumento de delegacias especializadas no combate à violência contra a mulher na Paraíba. “Os direitos das mulheres são direitos humanos e uma vida sem violência é um direito das mulheres”, finalizou Vital.


fonte:  Wscom

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