segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Corregedoria da PM vai apurar entrada de 2.600 latas de cerveja em presídio

A Corregedoria da Polícia Militar abriu uma sindicância interna para apurar a entrega de bebidas alcoólicas no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte da cidade. Na noite deste domingo, uma Fiorino carregada com 2.600 latas de cerveja foi flagrada entrando na unidade prisional. O motorista do veículo afirmou que a carga seria entregue a um interno, mas não revelou o nome dele.

Na manhã desta segunda-feira, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que foi informado na noite de domingo sobre a entrada da bebida no BEP. De acordo com ele, as pessoas envolvidas já foram identificadas e presas.
Uma equipe de reportagem da TV Bandeirantes flagrou a chegada da cerveja ao batalhão. O tenente George Guimarães, oficial de dia que estava de plantão no momento da entrada do veículo, foi detido. De acordo com o comandante do BEP, tenente-coronel Wilson Gonçalves, o oficial teria autorizado a entrada do carro por um portão lateral do batalhão, que serve de estacionamento e por onde seria autorizada somente a entrada do caminhão de coleta de lixo. Por isso, Guimarães será autuado no artigo 324 (descumprimento de ordem) e permanecerá detido. Ainda de acordo com o comandante, o acusado não explicou porque o carro entrou pelo portão lateral sem ser revistado.
O oficial diz não saber a quem seria entregue a mercadoria. No entanto, o comando do batalhão afirma já saber que a bebida seria entregue a um preso cujo nome é Fábio. O motorista que trouxe a mercadoria é entregador de um supermercado da Rede Prezunic, em Benfica. Ele disse à Corregedoria que estava fazendo uma entrega a um prisioneiro que seria dono de um comércio.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Waldyr Soares Filho, disse não acreditar que a cerveja fosse destinada à realização de uma festa, embora acredite que a carga seja uma encomenda por parte de militares presos. Segundo Waldyr, somente podem ser realizadas comemorações de datas como dia das mães, dia dos pais e Natal, mas, tudo dentro das normas estabelecidas pela unidade.
A Corregedoria determinou que a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, no Méier, investigasse o caso.
O BEP é conhecido como "colônia de férias" entre os PMs presos. Já para o comandante e para os outros oficiais e também praças que trabalham naquela unidade, o BEP é considerado um grande "abacaxi".
No mês passado, vazaram fotos de uma festa de aniversário que aconteceu em 2010 supostamente custeada pelo ex-PM Carlos Ari Ribeiro, o Carlão , com direito a bebidas alcoólicas, bolo, doces e outras guloseimas. No dia 2 de setembro, Carlão fugiu do BEP em circunstâncias misteriosas.

fonte: Paraíba.com.br

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