sábado, 16 de abril de 2011

Casos de Dengue na Paraíba aumentam mais de 300%, revela consultor do MS

O professor do curso de Medicina da Facisa/FCM e consultor do Ministério da Saúde, Carlos Alexandre Brito, revelou no 1º Simpósio sobre de Doenças Contemporâneas promovido pela Faculdade, que os casos de Dengue cresceram 367% na Paraíba, quando comparados ao mesmo período do ano passado, salientando que é eminente o risco de um surto epidêmico de dengue no estado.
Conforme o professor, outro dado preocupante está relacionado aos casos de letalidade oriundos da dengue, que chegam a 10%, quando o Ministério da Saúde preconiza uma média abaixo de 1%. “ A nossa abordagem é acerca dos casos de morte por dengue, identificar os motivos e buscar maneiras de diminuir a freqüência e as mortes por dengue”, destacou.
Na exposição, ele destacou o aumento da proliferação do mosquito transmissor, apontando a manifestação predial na liderança do ranking para a proliferação da doença. “10 estados têm um risco muito grande de um surto epidêmico, dentre eles, a Paraíba”, revelou o professor e consultor.
Em Campina Grande, o Levantamento de Índice Rápido de Infestação Predial do Aedes aegypti – o mosquito da dengue, realizado pela Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde entre os dias 18 e 22 de março, foi verificado um índice de infestação de 2,9%. Apesar de o percentual ter ficado abaixo de 5%, índice considerado pelo Ministério da Saúde como sendo de alto risco de transmissão; se aproxima dos 3%, o que deixa o município em alerta. Também houve um aumento em relação ao 1º LIRAa, realizado em janeiro, que foi de 1,7%.
Sobre o caso de óbito na cidade por dengue hemorrágica, Carlos Alexandre de Brito, pontuou que é necessário investigar as razões para a alta letalidade por FHD no país, porque há grande variação entre os estados, quais os determinantes que colaboram para altas taxas em alguns Estados. Diante desses quadros, é indispensável que todos os óbitos de dengue no país sejam investigados, buscando-se identificar possíveis fatores determinantes que levaram o paciente ao óbito. 
 
fonte: iParaíba com Ascom

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